AMOR DESINTERESSADO
Amo-te desinteressado do teu corpo
pois de ti me basta e me contenta a alma.
Não que não reconheça os traços mágicos
das entranhas e saliências do teu corpo pálido
como rosas no desabrochar da manhã, mas
porque a serenidade da tua alma branca
faz-me cair por terra vencido pela febre
que me causam os teus gestos, as tuas palavras.

A nossa relação quebrou os limites da amizade
pois a cumplicidade e confiança que vivemos
não se fará entendida por gente insólita desprovida
de um sentimento superior que seu egoísmo insano.
 Sentem ciúmes da nossa amizade, porque nunca puderam
com seus amantes experimentar um amor como o nosso.

Então que todos oiçam para aguçar-se a sua inveja
eu amo esta alma branca desinteressado do seu corpo
porque esse pertence ao feiticeiro branco que não a sabe amar..!

SINTO UMA FEBRE
Sinto uma febre que me faz escrever!
frenético pego na pena e
rabisco os versos da nossa história.
Jamais esperava te amar…

Em seu olhar me encantei
simplesmente me apaixonei
somente a ti me dediquei
como um sonho que terei
amiga que sempre adorei.
Seus olhos desejam sempre ver
iluminado este ser
levando alegria ao meu viver
vivendo para amar você
amando mesmo sem poder te ter.
Sua voz querendo sempre ouvir,
aonde escuto meu coração
nesta voz que me perdi
onde procurei por você
simplesmente para nunca te esquecer...

Poema a uma amiga


SOFÍADAS
A amargura que sinto com esta separação
faz-me sentir-me um clássico preso às emoções
que se não expressam para além da pena…
Se Ulisses escreveu a “Ilíada”, Camões os “Lusíadas”
eu serei o moderno desta história a escrever a “Sofíada”!

 Eu sei que me tomarão por louco
doido varrido, desesperado por amor…
Não terão mentido, pois sou isso e tudo mais.
Mas se terão esquecido de uma coisa…
Qual? A nossa história não é o clássico “Romeu e Julieta”,
não, apenas atravessou as fronteiras da amizade.

Eu e aquela alma branca
somos apenas vítimas deste enredo
e nada mais somos do que o destino quis.

Ah! Mesmo sofrida ela repousa sua cabeça
nos ombros daquele feiticeiro branco.
não a posso resgatar porque prezo a felicidade
“amargurada” que ela goza nos braços dele.
Mas não é um só o feiticeiro branco que a atormenta
o segundo pois, é o que dá o ombro para a senhora sua mãe.

Mas no meio de tanta tempestade ela conserva a serenidade
do anjo que outro dia vi tocando piano no auditório da escola.
Que serenidade de anjo! Que momento! Que magia! SOFÍADAS.