Poema a uma amiga


SOFÍADAS
A amargura que sinto com esta separação
faz-me sentir-me um clássico preso às emoções
que se não expressam para além da pena…
Se Ulisses escreveu a “Ilíada”, Camões os “Lusíadas”
eu serei o moderno desta história a escrever a “Sofíada”!

 Eu sei que me tomarão por louco
doido varrido, desesperado por amor…
Não terão mentido, pois sou isso e tudo mais.
Mas se terão esquecido de uma coisa…
Qual? A nossa história não é o clássico “Romeu e Julieta”,
não, apenas atravessou as fronteiras da amizade.

Eu e aquela alma branca
somos apenas vítimas deste enredo
e nada mais somos do que o destino quis.

Ah! Mesmo sofrida ela repousa sua cabeça
nos ombros daquele feiticeiro branco.
não a posso resgatar porque prezo a felicidade
“amargurada” que ela goza nos braços dele.
Mas não é um só o feiticeiro branco que a atormenta
o segundo pois, é o que dá o ombro para a senhora sua mãe.

Mas no meio de tanta tempestade ela conserva a serenidade
do anjo que outro dia vi tocando piano no auditório da escola.
Que serenidade de anjo! Que momento! Que magia! SOFÍADAS.

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